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UnB na Ecoaldeia Aratikum

22/10/2018

No dia 11 de outubro de 2018, recebemos treze alunos de graduação da UnB que estão cursando a disciplina Estudos Interdisciplinares do Cerrado, junto com as professoras Renata Corrêa Martins, Clarisse Rezende Rocha e a colaboradora Raquel Trevizam para uma vivência aqui no IBC.  Os alunos vinham dos mais variados cursos: biologia, economia, psicologia, ciências ambientais, química, entre outros. Estavam todos animados com a vivência. Era a primeira vez que conheciam uma ecovila.

 

Depois de uma roda de integração, contei um pouco pra eles sobre o conceito de ecovila e as práticas ecológicas, comunitárias e espirituais que desenvolvemos. Também falei um pouco sobre a história do IBC.  Então, dividimos os participantes em três grupos para as oficinas práticas: um grupo foi com o Daniel para a sua casa conhecer as técnicas que ele usou de bioconstrução e fazer um canteiro; o segundo grupo foi com a Lorena para a casa do Ricardo fazer reboco com terra; e o terceiro grupo foi com a Andréa para as duchas da área comunitária para barrear a parede de pau-a-pique-garrafa. As oficinas aconteceram paralelamente até meio dia, quando um delicioso almoço vegetariano foi servido, preparado por Marcel e Pamela.

 

Depois do almoço e de um cafezinho, fizemos uma roda para que os grupos compartilhassem um pouco do que aconteceu em cada oficina. Em seguida, fizemos uma dinâmica de reflexão sobre as dimensões da sustentabilidade (sociedade, cultura, ecologia, economia e design de sistemas integrados) com as Ecovillage Playing Cards desenvolvidas pela Rede Global de Ecovilas (GEN). Cada participante foi convidado a refletir sobre como esses temas estão incorporados (ou podem ser incorporados) em suas vidas cotidianas. Foi muito empolgante ouvir os depoimentos dos alunos, muito conscientes e questionadores sobre diversas questões políticas, culturais, ecológicas e sociais do estilo de vida moderno.

 

Em seguida, fizemos uma dinâmica mais lúdica para vivenciarmos uma sensação mais ampla do tempo – o que Joanna Macy e Molly Brown chamam de “tempo profundo”. A ideia é sair da experiência fragmentada do tempo que vivemos na sociedade contemporânea.Na nossa sociedade, o ritmo natural do trabalho artesanal ou agrícola deu lugar ao tempo cronometrado pelo relógio, gerando uma separação rígida e artificial entre tempo de trabalho (em geral, a jornada de oito horas, nas quais devemos ser “produtivos”) e o tempo liberado (no qual podemos “curtir” a vida e sermos criativos). Nunca na história as pessoas tiveram tantos aparelhos que as fazem economizar tempo e, ao mesmo tempo, nunca uma sociedade foi tão dirigida pela pressa. Nesse ritmo avassalador de consumo e de inovações técnicas, as pessoas se tornam cada vez mais desconectadas da sua linhagem ancestral e das gerações futuras. O legado de seus ancestrais é facilmente destruído, assim como facilmente degradam os recursos que as gerações futuras irão precisar.

 

A vivência de tempo profundo nos permite reconectar com a experiência mais ampla do tempo, afinada com os ritmos ecológicos mais longos, e conectada com os seres passados e futuros. Aprendemos a agir como ancestrais das futuras gerações e, dessa forma, assumimos a responsabilidade pelo legado que deixaremos na Terra. Podemos, então, perceber a importância do nosso presente trabalho pela Grande Virada em direção a uma sociedade sustentável.

 

Foi muito lindo ver a entrega dos alunos e professoras nessa dinâmica. Na roda de fechamento, ficamos emocionadas com a intensidade da vivência. Certamente, muitos dos participantes saíram daqui com uma nova perspectiva sobre a vida e com a esperança de que, mesmo em tempos de escuridão, existem pessoas trabalhando para a Grande Virada. Creio que o trabalho mais gratificante é mostrar para os jovens que existem alternativas e que eles podem fazer parte desse movimento por um mundo mais sustentável, mais justo e solidário.

 

A Universidade estimula a capacidade crítica e nos ensina sobre os problemas do capitalismo e da sociedade de consumo. Mas as ecovilas oferecem soluções e propostas construtivas. Elas oferecem a possibilidade das pessoas fazerem parte da solução. É por isso que essa parceria entre ecovilas e Universidade é fundamental para a formação dos jovens, pra que possam se engajar profissionalmente em trabalhos que não reproduzam padrões de consumo e produção que degradam o meio ambiente, mas que orientem suas carreiras na direção de soluções sustentáveis, participativas e integradoras. Fazer parte do movimento de mudança, da Grande Virada, nos dá um imenso senso de propósito.

 

Ouvir o depoimento dos alunos e professoras nesse dia foi imensamente gratificante. Esses feedbacks me lembram de que o trabalho que estamos fazendo aqui vale a pena. Ele não é só pra nós que estamos aqui hoje. Ele é pra todas as futuras gerações.

 

 

Depoimentos dos alunos da disciplina Estudos Interdisciplinares do Cerrado (com as professoras Renata Corrêa Martins e Clarisse Rezende Rocha):

 

“Com certeza foi uma verdadeira imersão vivenciada por todos. No feedback o sentimento foi indescritível, a consciência de pertencimento, na verdade o resgate de se sentir parte do todo foi bastante relatado, foi perceptível que mudanças de comportamento e pensamentos foram alcançados”. Yeda Carla Taquari Silveira, aluna de Ciências Ambientais.

 

 “No dia 11/10 as professoras levaram a turma até o Instituto Biorregional do Cerrado IBC,

para uma vivência enriquecedora. [...] Para muitos alunos foi uma manhã de muita novidade e para todos nós muitos aprendizados e esperança. [...A dinâmica com as Ecovillage Playing Cards foi] incrível [...]  e cada vez mais, me faz repensar o modo de consumo, produção e nossas complexas relações socioambientais.  A dinâmica de encerramento para mim foi a mais profunda e reflexiva que já participei. [...] Fico sem palavras pra descrever o que foi essa dinâmica e a repercussão que teve em mim. Mais uma vez, gostaria de agradecer imensamente a oportunidade e a vivência!” Layane Carvalho, aluna de Ciências Ambientais.

 

“A visita à ecovila IBC não representou apenas uma grande experiência acadêmica, mas sensorial, transcendental e humanitária. [...] Discutimos sobre temas específicos como ser mais ativo para com os direitos indígenas e de comunidades marginalizadas e como ter um consumo e hábitos mais conscientes. Foi incrível ter a noção que o sentimento de pertencimento, como humano na natureza, respondia todas elas, sentimento ao qual me apossei nessa viagem de uma forma única e genuína.  [...] Como finalização, tivemos a dinâmica de entreolhares em dupla em que conversamos de forma visual e oral sobre a nossa perspectiva perante a atual situação global e o que estamos fazendo para deixar um legado digno para as futuras gerações. Novamente, o sentimento de pertencimento me englobou e transformou esse momento em algo extremamente transcendental e profundo daqueles momentos em que sabemos que levaremos para a vida toda. Portanto, a visita ao IBC foi importante para o grupo analisar de forma empírica e sensitiva a real vivência no cerrado, destacando em mim o senso de pertencimento para com o meio ambiente. Foi uma das experiências mais valiosas que tive em minha vida [...]”. Gabriel de Medeiros Jerônimo, estudante de Engenharia de Produção.

 

 

Versão em Inglês

 

 

 

University of Brasilia at IBC

 

On October 11, 2018, we received 13 undergraduate students from University of Brasilia, together with professors Renata Corrêa Martins, Clarisse Rezende Rocha and the collaborator Raquel Trevizam for an experience here at IBC. The students are attending the subject “Interdisciplinary Studies of Cerrado”. They come from varied courses: biology, economy, psychology, environmental sciences, and chemistry, among others. They were all very excited with the experience. It was the first time they visited an ecovillage.

 

After check-in round, I explained to them a little about the concept of ecovillages and the sustainable, community and spiritual practices we develop. I also spoke about IBC’s history. Afterwards, we divided the participants in three groups for the hands-on workshops: one group went to Daniel’s house to see the natural building techniques he used and to make a garden bed; a second group went with Lorena to Ricardo’s house to make earth plaster; and a third group went with Andrea to the community showers to make an earth wall using pau-a-pique technique. The workshops ran simultaneously until midday, when a delicious vegetarian meal was served, prepared by Pamela and Marcel.  

After lunch, we gathered in a circle for the groups to share a little about what happened in each workshop. Then, we did an activity using GEN Ecovillage Playing Cards (which were translated for Portuguese last year). Each participant selected a card and, in pairs, they discussed its principle. They were encouraged to see the cards as an oracle for this moment of their lives. After the pair work, we gathered in one circle and shared the main points and insights discussed in their pairwork. It was very exciting to listen to the student’s reports, very conscious and critical of many political, social, cultural and ecological issues of contemporary lifestyles.

 

Afterwards, we did a more ludic practice to experience a wider sense of time – what Joanna Macy and Molly Brown call “deep time”. The idea is to abandon the fragmented experience of time we live in contemporary society. In our society, the natural pace of agricultural or craft work gave way to a time measured by the clock, generating a rigid separation between work time (usually the eight-hour journey in which we must be “productive”) and leisure time (when we can “enjoy” life and be creative). Never in the history of mankind have people had so many appliances that can help them save time and, nonetheless, never has a society been so driven by hurry.  In this overwhelming pace of consumption and technical innovations, people have become ever more disconnected from their ancestral heritage and from future generations. The legacy of their ancestors is easily destroyed in the same way they destroy the resources future generations will need.

 

The deep time experience helps us reconnect to a wider experience of time, tuned to longer ecological rhythms and connected to past and future being. We learn to act as ancestors of future generations and, as such, we take responsibility for the legacy we are going to leave on Earth. In this way, we can realize the importance of our present work for the Great Turning towards a life-sustaining society.

 

It was beautiful to see the students’ and teachers’ surrender to the practice. In the feedback circle, we were moved by the intensity of the experience. Certainly, many of the students left IBC with a new perspective on life and with the hope that even in dark times (we are facing a particularly dark political time), there are people working for the Great Turning. I believe that the most rewarding work is to show young people that there are alternatives and that they can be a part of this movement for a more sustainable, collaborative and just world.

 

University encourages the capacity of critical thinking and teaches us about the problems of capitalism and consumer society. But ecovillages offer solutions and constructive proposals. They offer the possibility for people to be a part of the solution. That is why the partnership between ecovillages and Universities is so important to the education of young people: so they can engage in occupations that do not reproduce unsustainable patterns of production and consumption, but, instead, lead their careers towards sustainable, participatory and integrative solutions. Being a part of this movement for change, of the Great Turning, gives us a huge sense of purpose.

 

Hearing the feedback from students and professors on that day was extremely rewarding. These feedbacks remind me that the work we are doing here is worthwhile. It is not only for us that are here today. It is for all future generations.

 

Highlights from the student’s written reports:

 

 “It certainly was a true immersion experienced by all of us. In the feedback circle, the feeling was inexplicable: a consciousness of belonging, the recovery of the feeling of being part of the whole was much reported. It was perceptible that changes in behavior and thought were achieved”. Yeda Carla Taquari Silveira, Environmental Science student.

 

“On October 11, our professors took the class to Instituto Biorregional do Cerrado (IBC) for an enriching experience. […] For many students it was a morning full of novelties and, to all of us, of much learning and hope. [… The Ecovillage Playing Cards practice] was an incredible activity and makes me rethink the mode of consumption and production and our complex social and environmental relationships. The last activity was, for me, the most profound and reflexive I have ever participated. […] I am speechless to describe what was that practice and the repercussion it had on me. Once more I would like to thank immensely for the opportunity and experience”. Layane Carvalho, Environmental Science student.

 

“The visit to IBC ecovillage was not only a great academic experience, but a sensorial, transcendental and humanitarian one. [...] We discussed about specific topics like how to be more proactive in relation to indigenous’ and marginalized communities’ rights and how to have more conscious consumption and habits. It was incredible have the notion that the feeling of belonging, as a human in nature, answered all of them – a feeling which I took hold of during this trip in a genuine and unique way. […] To end the day, we had a pair work in which we talked visually and orally about our perspective on the present global situation and about what we are doing to leave an honorable legacy for future generations. Once again, the feeling of belonging took me over and transformed that moment in something extremely transcendental and profound – those moments we know we will carry for our whole lives. Therefore, the visit to IBC was important for the group to analyze empirically and sensorially the real Cerrado experience, reinforcing in me the sense of belonging to the environment. It was one of the most valuable experiences I have had in my life”. Gabriel de Medeiros Jerônimo, Production Engineering student.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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